O que esperar de uma Gestão de Facility digitalizada: não fique para trás

Você sabia que apenas 1/4 dos gestores de grandes empresas do Brasil estão abertos a implantar inovações tecnológicas em suas empresas?

Quem afirma isso é o IDC (Internacional Data Corporation), em pesquisa do final de 2018, comentada na Época Negócios. Segundo as respostas, a maioria dos entrevistados não considera a digitalização dos negócios algo relevante para o futuro de suas empresas. Ao fim, apenas 4% dos gestores brasileiros revelou tratar a transformação digital como prioridade. No mundo, segundo a Forbes, quase 90% das grandes empresas já estão integrando soluções altamente tecnológicas em suas operações. Por que o Brasil está ficando para trás? E quais os prejuízos que isso pode acarretar?

Os dados do IDC também nutrem publicação da Harvard Business Review Brasil, em texto de maio de 2019, intitulado Transformação digital: o alto custo de protelar a transição tecnológica. Nele, um dos diretores da Sprinklr comenta sobre como sua empresa se relaciona com organizações que ainda estão reticentes com a transformação digital. A Sprinklr é referência mundial em soluções de marketing digital.

A justificativa deles para esse “pé atrás” é que digitalização parece se tratar apenas de marketing digital e aplicativos – ou, até mesmo, o simples fato de ter um site! Esse despreparo dos gestores em relação ao conceito de transformação digital carrega grande parte da culpa sobre os resultados que a pesquisa da IDC atingiu.

O desafio, na verdade, é muito mais cultural do que tecnológico. Os dispositivos e softwares são apenas o resultado de uma transformação comportamental que deve ser abraçada pela organização como um todo. E, para isso, a participação do C-level de uma empresa é indispensável. Mudar a cultura de uma organização é um movimento de cima para baixo, não ao contrário, observa o autor na HBR.

Contudo, é compreensível que empresas que não são nativas digitais se sintam reticentes com essa tendência do mercado. Afinal, se trata de mudar de forma significativa a configuração de trabalho com a empresa em movimento, e o dia-a-dia do negócio acontecendo simultaneamente à essa transformação. Na publicação, o autor resume esse sentimento muito bem:

Algo como trocar o motor de um avião em pleno ar para alçar voos maiores, mesmo com o risco e o medo de uma perda de altitude.

HBR – Harvard Business Review Brasil

Transformação Digital: por onde começar?

Uma forma de tornar a transformação digital cada vez mais relevante é orientar essas mudanças em direção ao cliente final do core business. Isso significa utilizar ferramentas tecnológicas que otimizem a experiência do cliente, entreguem valor e resolvam suas dores de forma mais eficiente. Isso acaba por agregar valor ao processo em si, por entregar resultados mais palpáveis.

Esse processo, como dito antes, deve ser comandado pela diretoria da empresa (Gestores de Tecnologia, RH, Marketing e Facility também devem participar), e seguir uma estratégia unificada. Essa equipe executiva deve se comprometer em abraçar e defender novos processos, que envolvam tecnologia e inovação.

Para tal, é importante definir papéis para cada membro e designar responsabilidades. Tudo isso, se dá sob uma ótica alinhada aos objetivos do negócio, e de forma que converse com o posicionamento da organização. Passado essa fase, o próximo passo é buscar parcerias: consultores, cases de sucesso do segmento e empresas de tecnologia.

Seja uma empresa tradicional ou moderna, de qualquer porte, a pergunta a ser feita não é sobre a necessidade de implementar recursos tecnológicos, mas como implementá-los.

HBR – Harvard Business Review Brasil

A consulta do IDC revela, ainda, que é nesse ponto que muitas empresas erram! Ao acreditar que transformação digital é apenas estar presente na internet ou implantar um ou outro software, elas acabam por se lançar sozinhas no mar de oportunidades que é a digitalização. O resultado disso são processos dispersos, que não conversam um com o outro e não entregam nenhum real valor. Ao fim, os gestores passam a achar que estão, sim, “se transformando digitalmente”, e que isso não parece estar interferindo muito com o futuro da organização.

O processo tecnológico deve estar alinhado com a cultura da empresa, e o uso de ferramentas para digitalização é apenas uma consequência de um ambiente que já é inovador, e que já está preparado para entregar valor agregado para seu cliente final, e continuar crescendo em um mercado cada vez mais competitivo.

O que Facility Management tem a ver com isso?

Como discutimos em nosso e-book sobre Facility Management no mundo (confira aqui), seu papel estratégico dentro das organizações está ficando cada vez mais relevante. O setor de FM tem a capacidade de ser o grande diferencial estratégico que vai fazer uma empresa se destacar em seu segmento. Ao ser o motor dessa transformação digital, a gestão de Facility pode levar essa cultura para o restante da empresa.

Isso acontece porque FM tem o poder de se adaptar à orientação do core business da organização. Como citamos em outro material nosso, sobre a nova ISO de Facility (baixe aqui), a área pode atuar de forma diferenciada em empresas focadas em produção, marketing ou recursos humanos, por exemplo. Nesse caso, a atuação próxima de FM com tantos setores lhe dá a capacidade de gerenciar um processo de transformação digital.

O que esperar de uma Gestão de Facility digitalizada?

Ainda segundo a pesquisa do IDC, uma das ferramentas mais esperadas pelos gestores, quando se fala de digitalização, é o conceito de IoT – Internet of Things. A ideia é que “coisas” – qualquer equipamento ou, até mesmo, espaços – possam se comunicar via internet (através de sensores), enviando dados sobre seu status em tempo real para um sistema que transforma esse dado em informação relevante.

Temos o cases de casas inteligentes em que equipamentos podem ser gerenciados à distância, via internet. E, até mesmo, geladeiras que alertam quando você precisa repor alguma coisa. Esses são exemplos práticos de aplicações pessoais do conceito de IoT. Mas quando o assunto é o meio corporativo, essas aplicações triplicam e se tornam bem mais impactantes. Você já parou para pensar em todas as aplicações que essa tecnologia tem para a área de Facility Management? Podemos imaginar juntos: reserva de salas e equipamentos à distância; limpeza e manutenção com base no uso registrado por sensores; equipamentos que avisam quando precisam de algum reparo ou reposição de insumos, etc.

O 1/4 dos gestores brasileiros que se preocupam com transformação digital já estão ansiosos para a chegadas de tecnologias desse tipo ao cotidiano da empresa:

Entre as tecnologias consideradas mais inovadoras para o futuro, a internet das coisas é a que mais se encontra no horizonte das empresas — 25% esperam adotá-la em até um ano, aponta o IDC.

Época Negócios

Juntamente com o uso de QR codes e aplicativos de chamados, o IoT chega para encaminhar a gestão de Facility para uma fase revolucionária.

Com uma plataforma que entenda Facility Management como um ecossistema onde todas essas variáveis conversem e gerem valor, o setor tende a se tornar cada vez mais estrategicamente relevante para a organização. O Facility Manager 4.0 é o profissional que está acompanhando essa transformação e já está se organizando para trazer a digitalização para dentro de casa. O próximo passo é escolher o parceiro tecnológico que irá ajudá-lo nessa transição.


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By Flahane Roza | Conteúdo Inventsys | Linkedin

Autor: inventsysfms

Somos uma start up desenvolvedora do sistemas Inventsys FMS e Desko Workspace Experience, soluções pioneiras desenvolvidas exclusivamente para o setor de Facility & Workspace Management, pensando o novo espaço de trabalho.

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